Metendo a mão no dinheiro
A compra de uma área pela Prefeitura Municipal no Distrito Industrial do Tamanduá, pagando um preço muito acima do mercado (marca registrada do governo Calza), deu o sinal para o que deve ser o final da atual administração. O prefeito José Carlos Calza deverá “rapar” os cofres públicos para que o futuro prefeito Panone comece a sua administração sem muitos “tostões”. Já era de se esperar que isso fosse acontecer.
Tremendo na base
Na verdade o que rola nos bastidores da política tupiniquim é que o grupo político de Calza não quer dar moleza para a turma de Panone e Becão. O atual prefeito José Carlos Calza já esta em plena campanha para tentar voltar à Prefeitura Municipal em 2012 e não vai facilitar as coisas até o último instante do seu mandato. E ele sabe que Panone teve apoio popular para fazer as mudanças necessárias e tem tudo para fazer uma boa administração. E isso, é evidente, é tudo o que Calza não quer. Vai torcer e fazer de tudo para que Panone não faça um bom governo.
Cofrinho Vazio
Enquanto o prefeito esbanja dinheiro para secar os cofres públicos, segundo os comentários de bastidores tem candidato que ainda não saldou alguns débitos financeiros da última campanha eleitoral. Isto tem desagradado profundamente aqueles que estiveram ao lado deles durante a campanha. Mesmo na derrota a fatura tem que foi combinada tem que ser paga. Se não o bicho pega e a coisa fica mais feia ainda. Calza precisou até ser chamado na Justiça depois da eleição passada, porque fez a mesma coisa, ou seja, deu calote em alguns compromissos de campanha. Será que esta síndrome é encarada como normal lá pelos lados do Palácio?
Governo dos pobres?
No apagar das luzes do seu governo, o atual prefeito tem mostrado que abandonou há muito tempo o seu slogan político, que o colocava como o prefeito dos pobres. Calza não tem deixado dúvidas que, na realidade, sua administração dos últimos 8 anos foi o “governo dos ricos”. Comprou várias glebas de terras à preços absurdos, não trouxe nenhum indústria para amenizar o desemprego no município, não investiu no turismo como gerador de emprego e renda e ainda pouco fez para resolver definitivamente os problemas dos mais necessitados. O governo Calza foi um governo puramente assistencialista e populista, priorizando a distribuição de cestas básicas e favores e não atacando de frente velhos problemas. Agora, por exemplo, enquanto se paga um preço abusivo por terras que ainda nem tem para quem serem doadas, faltam medicamentos na rede municipal de saúde para a população mais carente. Isto é ser um governo para os pobres?
Outra visão
No governo Panone a SSAE passará a assumir também as questões ligadas ao meio ambiente. A nova secretaria passará a ter a denominação de Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com uma concepção de administração mais moderna e avançada em termos de saneamento, obras de infra-estrutura e preservação ambiental. Ponto positivo para a dupla Panone e Becão, que aposta ainda no nome da Dra. Patrícia Bortoleto de Falco para chefiar a nova pasta. Muitas novidades estarão para acontecer ainda na nova SEMARH.
Economia à todo custo
Mais de 50 cargos de confiança estão em vias de extinção no futuro governo. Cumprindo o que prometeram durante a campanha eleitoral, Panone e Becão estão enxugando a máquina pública. No primeiro e no segundo escalação serão muitas as mudanças, com a extinção de cargos, substituição de nomes e troca de funções. A princípio os funcionários concursados deverão voltar para os seus cargos de origem, o que tem deixado muita gente de “cabelo em pé” no serviço público. Outra promessa dos eleitos, que deverá ser cumprida em breve, é uma eficiente reestruturação salarial de todos os cargos do funcionalismo. E não será uma reestruturação de fantasia, como foi a última patrocinada pelo atual prefeito, que beneficiou apenas os cargos do primeiro e segundo escalão.
Olho grande
Uma das pastas que tem recebido muito assédio, com pessoas se colocando à disposição do próximo governo, é a da comunicação. Panone já efetivou o jovem Marcelo Fila Pecenin na assessoria de imprensa, um dos cargos da nova pasta relacionada à comunicação da nova administração. Marcelo é formado em letras e tem título de mestre pela UFSCAR, onde também trabalha como professor. O mais estranho é que os pedidos de emprego têm partido até de pessoas que passaram a campanha eleitoral inteira do lado contrário do grupo de Panone e Becão e, o que é pior, inclusive extrapolando nas críticas e armações contra aqueles que venceram as eleições. Santa Hipocrisia! Como a maioria das decisões da nova equipe de trabalho tem sido discutida entre o grupo político que venceu as eleições, muitas pessoas ligadas aos partidos coligados estão atentos às investidas daqueles que até pouco tem atrás foram totalmente contra a eleição de Panone e Becão. Como mudaram de opinião rapidamente, né?
Fechando o ciclo
Com a proximidade da posse dos eleitos aos poucos a equipe de trabalho vai sendo montada. No dia da posse oficial Panone fará também o seu primeiro ato de governo, exonerando ocupantes de muitos cargos e nomeando as pessoas de sua confiança, Ao longo de toda a semana Panone e Becão estiveram reunidos com os novos secretários e definindo os nomes do segundo e terceiro escalão, bem como outros cargos de todas as secretarias. A expectativa é que no próximo final de semana toda a equipe de trabalho de Panone e Becão esteja completa.
Não esqueceram
A eleição passou, o clima entre os candidatos se amenizou, mas muita gente não deixa barato quando os assuntos ligados à política extrapolam a esfera do bom senso. Já está tramitando na Justiça local um processo movido por membros da campanha eleitoral de Panone contra o dono do Instituto Realidade de pesquisa. Entre outras barbaridades cometidas com o intuito de turbinar a candidatura palaciana, o cidadão ocupou um espaço cedido por uma emissora de rádio local e acusou formalmente essas pessoas (inclusive advogados) de falsificação de documentos, ligação com o crime organizado e outras injúrias. A coisa promete ficar preta para muita gente. E depois dessa ainda querem trabalhar no próximo governo.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Município Verde? Só se for de raiva
As questões ambientais merecem preocupação constante dos povos e atualmente tem sido o tema principal das principais discussões no mundo. A fome, a falta de água, as grandes catástrofes, a industrialização desenfreada e até a proliferação de muitas doenças passam, necessariamente, pela necessidade da preservação do meio ambiente.
E esta preocupação tem que ser de todos nós. Desde a abertura de uma torneira nas primeiras horas da manhã até o banho após o trabalho, temos que ter em mente a preocupação com a natureza e de que maneira podemos auxiliá-la a nos retribuir tudo que dela necessitamos.
Não é isso que tem ocorrido com freqüência. Temos assistido impotentes grandes tragédias que assolam a humanidade, como as enchentes do continente asiático, a seca na África, o efeito do aquecimento global nas regiões polares, a desertificação de grandes áreas do planeta, a falta de água no mundo todo e tantos outros problemas. As enchentes em Santa Catarina e Minas Gerais estão mais próximas e nos chocam.
Apesar de o homem deixar de lado a preocupação sistemática com o Meio Ambiente, algumas ações acontecem para avivar um sentimento tão necessário.
Recentemente o governo estadual, através da Secretaria de Meio Ambiente, divulgou o ranking ambiental paulista, certificando os melhores municípios com o “Selo Verde”.
Esta notícia já foi comentada nos órgãos de imprensa local, mas o assunto merece uma análise mais contundente sobre dados interessantes. É uma forma de fazer a nossa população entender a necessidade da preocupação com a preservação ambiental.
O projeto “Município Verde” foi lançado pelo governo de São Paulo em 2007. Naquela oportunidade 613 municípios assinaram o termo de adesão do programa, mas somente 332 apresentaram um plano de ação para que a Secretaria de Meio Ambiente avaliasse os progressos dos municípios nas questões ambientais.
Descalvado foi um deles. Apresentou um plano de metas para a avaliação de 10 itens, com a mensuração de cada um deles com notas de 0 a 100.
O resultado obtido por Descalvado foi ridículo. Dos 332 municípios inscritos ficamos na 302ª colocação, com média de 25 pontos no ranking geral. Ou seja, não atingimos nem mesmo a média intermediária das comunidades com ações voltadas ao progresso ambiental.
E o que é pior. Da bacia do Rio Mogi-Guaçu ficamos a frente apenas das cidades de Conchal, Guatapará e Rincão.
A campeão do progresso na área ambiental foi a cidade de Santa Fé do Sul, que já colhe os frutos deste resultado, com a prioridade na liberação de verbas do Governo do Estado de São Paulo para diversos programas.
Para que o leitor tenha uma noção da avaliação, foram analisados a situação dos municípios em relação a Esgoto Tratado, Lixo mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho do Meio Ambiente.
Se levarmos em consideração que a Estação de Tratamento de Esgoto, só agora, depois de mais de 11 anos cogitada, começa a ser construída, que não temos onde depositar o lixo recolhido de nossas residências, que não temos uma estrutura ambiental eficiente e que o ar de nossa cidade continua sendo infestado por odores fétidos durante boa parte do tempo, veremos que a 302ª colocação entre os 332 municípios inscritos até que não foi tão ruim.
Pior seria se os 613 municípios que assinaram o termo de adesão do programa tivessem entregado o seu plano de ação.
No mínimo nossas autoridades atuais acharam que bastaria colocar no papel o plano de ações. Nunca imaginaram que os técnicos ambientais viessem conferir tudo no município. Deu no que deu.
SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS
Este é o nome que passa a ter, a partir de 2009, a Secretaria de Saneamento Água e Esgoto (SSAE) com o governo Panone/Becão. A nova administração municipal começa a dar um importante passo para que o meio ambiente seja realmente respeitado no nosso município e que esta preocupação passe a figurar em todas as questões do desenvolvimento municipal.
Um avanço, sem sombra de dúvida.
E esta preocupação tem que ser de todos nós. Desde a abertura de uma torneira nas primeiras horas da manhã até o banho após o trabalho, temos que ter em mente a preocupação com a natureza e de que maneira podemos auxiliá-la a nos retribuir tudo que dela necessitamos.
Não é isso que tem ocorrido com freqüência. Temos assistido impotentes grandes tragédias que assolam a humanidade, como as enchentes do continente asiático, a seca na África, o efeito do aquecimento global nas regiões polares, a desertificação de grandes áreas do planeta, a falta de água no mundo todo e tantos outros problemas. As enchentes em Santa Catarina e Minas Gerais estão mais próximas e nos chocam.
Apesar de o homem deixar de lado a preocupação sistemática com o Meio Ambiente, algumas ações acontecem para avivar um sentimento tão necessário.
Recentemente o governo estadual, através da Secretaria de Meio Ambiente, divulgou o ranking ambiental paulista, certificando os melhores municípios com o “Selo Verde”.
Esta notícia já foi comentada nos órgãos de imprensa local, mas o assunto merece uma análise mais contundente sobre dados interessantes. É uma forma de fazer a nossa população entender a necessidade da preocupação com a preservação ambiental.
O projeto “Município Verde” foi lançado pelo governo de São Paulo em 2007. Naquela oportunidade 613 municípios assinaram o termo de adesão do programa, mas somente 332 apresentaram um plano de ação para que a Secretaria de Meio Ambiente avaliasse os progressos dos municípios nas questões ambientais.
Descalvado foi um deles. Apresentou um plano de metas para a avaliação de 10 itens, com a mensuração de cada um deles com notas de 0 a 100.
O resultado obtido por Descalvado foi ridículo. Dos 332 municípios inscritos ficamos na 302ª colocação, com média de 25 pontos no ranking geral. Ou seja, não atingimos nem mesmo a média intermediária das comunidades com ações voltadas ao progresso ambiental.
E o que é pior. Da bacia do Rio Mogi-Guaçu ficamos a frente apenas das cidades de Conchal, Guatapará e Rincão.
A campeão do progresso na área ambiental foi a cidade de Santa Fé do Sul, que já colhe os frutos deste resultado, com a prioridade na liberação de verbas do Governo do Estado de São Paulo para diversos programas.
Para que o leitor tenha uma noção da avaliação, foram analisados a situação dos municípios em relação a Esgoto Tratado, Lixo mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho do Meio Ambiente.
Se levarmos em consideração que a Estação de Tratamento de Esgoto, só agora, depois de mais de 11 anos cogitada, começa a ser construída, que não temos onde depositar o lixo recolhido de nossas residências, que não temos uma estrutura ambiental eficiente e que o ar de nossa cidade continua sendo infestado por odores fétidos durante boa parte do tempo, veremos que a 302ª colocação entre os 332 municípios inscritos até que não foi tão ruim.
Pior seria se os 613 municípios que assinaram o termo de adesão do programa tivessem entregado o seu plano de ação.
No mínimo nossas autoridades atuais acharam que bastaria colocar no papel o plano de ações. Nunca imaginaram que os técnicos ambientais viessem conferir tudo no município. Deu no que deu.
SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS
Este é o nome que passa a ter, a partir de 2009, a Secretaria de Saneamento Água e Esgoto (SSAE) com o governo Panone/Becão. A nova administração municipal começa a dar um importante passo para que o meio ambiente seja realmente respeitado no nosso município e que esta preocupação passe a figurar em todas as questões do desenvolvimento municipal.
Um avanço, sem sombra de dúvida.
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