terça-feira, 28 de outubro de 2008

CORAGEM, ÀS VEZES, É FUNDAMENTAL!

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AUDITORIA versus SUSPEITAS

O próximo governo municipal, que será comandado a partir de janeiro pela dobradinha Panone e Becão, começará a sua administração com uma carga grande de responsabilidade.
Durante toda a campanha eleitoral o discurso de ambos foi pela necessidade de “mudanças” na maneira de governar e fazer política em Descalvado, o que pegou junto a fatia do eleitorado que garantiu a vitória dos dois com ampla vantagem sobre os adversários.
A população sinalizou claramente nas urnas que não concordou e não aprovou a atual administração do prefeito José Carlos Calza. Os candidatos apoiados por ele, numa dobradinha PSDD/PMDB, os médicos Rubens e Vander, obtiveram apenas 23% dos votos e amargaram a lanterna na corrida eleitoral.
A pergunta que ecoa depois da eleição, mas que não será respondida com provável exatidão é: quanto cada um dos candidatos e o atual prefeito contribuíram para esta porcentagem de 23% da preferência popular?
Deixando de lado as alianças formalizadas e todos os aspectos que envolvem uma campanha, quanto participou dentro desses 23% de votos o Dr. Rubens, o Dr. Vander e o próprio prefeito Calza? Qual foi a porcentagem de votos que o prefeito transferiu para seus apoiados?
Se analisarmos o trabalho da “máquina administrativa” durante o período pré-eleitoral, se verificarmos há quanto tempo esta candidatura esteve trabalhando antes de oficializada e se contarmos o apoio explícito do governo estadual, notaremos que as urnas deram um recado fatal.
Aproximadamente 77% dos votos válidos (somados os de Panone e Henrique) disseram “não” aos candidatos apoiados pelo Palácio do Povo, aos candidatos apoiados pelo atual prefeito
E faço esta pequena intervenção, para realçar o sentimento que brotou na sociedade e que foi claro ao mostrar que o povo queria mudança, e que foi na candidatura Panone/Becão que confiou a missão de realizá-la dentro da administração municipal.
Pregando por “oito anos” esta mudança na maneira de governar Descalvado, Panone tem agora a responsabilidade de mostrar à população que o seu discurso e as suas propostas são capazes de fazer as transformações que todos querem.
A missão, porém, é árdua.
Substituir pessoas, romper com vícios que se alastram por muito tempo, “arrumar a casa” à sua maneira, reavaliar ações do passado e implantar novos programas, entre outras iniciativas, são tarefas que requerem uma “dose cavalar” de responsabilidade, dedicação, empenho, ousadia e, principalmente, coragem.
E pelo que se escuta das “vozes das ruas”, a população não vai se entusiasmar com “doses homeopáticas” de mudanças.
A população quer começar 2009 com o sentimento de esperança. Quer ver e sentir o município respirando outros ares, dando mostra de vida nova dentro do governo.
E das ruas chegam também outros questionamentos.
Como está a situação da Prefeitura Municipal, em todos os seus setores? Como Panone e Becão vão herdar a administração? Como ficarão as pendências administrativas que o atual governo ainda não solucionou ou, se já o fez, ainda não divulgou?
É o caso, por exemplo, do desvio de combustível no almoxarifado municipal, apenas para citar uma das irregularidades afloradas nessa administração. O tempo foi passando e tem-se a impressão que as autoridades acham que a população já se esqueceu de tudo e não se interessa pela investigação e apuração de todos os fatos.
O atual governo entende que aproximadamente 15 mil litros de combustível que sumiram dos tanques municipais não é motivo suficiente para apuração e providências de ordem administrativas e judiciais.
Foram muitas irregularidades e suspeitas ocorridas ao longo da última “administração Calza”. Tivemos o “caso do sumiço dos combustíveis”, a doação irregular de “equipamentos do matadouro municipal”, o “sumiço de peças e equipamentos do almoxarifado”, “venda de mudas do viveiro”, “Veículos da prefeitura sendo usados por particulares”, “retirada irregular de asfalto na empresa fornecedora”, “ponte metálica que sumiu”, “paralelepípedos que foram retirados ilegalmente do depósito”, apenas para refrescar a memória do leitor
Este é um dos motivos que nos motivou a colocar na segunda enquete deste blog, a pergunta sobre a necessidade ou não de ser realizada uma “auditoria” em todos os setores da Prefeitura Municipal.
Ela já esta na página para os visitantes votarem. É importante a participação e a opinião da população sobre um assunto tão importante como a “prestação de contas” do dinheiro público.
Você entende que Panone deve fazer uma ampla auditoria na administração ou acha melhor deixar isto de lado? Basicamente é isto que estamos perguntando.
A participação popular quer seja através do voto nas urnas eleitorais, ou seja, em simples enquetes sérias sobre assuntos importantes, tem a força de mostrar o que a sociedade pensa e espera dos futuros governantes.
E com ela - a participação popular - aumenta ainda mais a responsabilidade de se fazer um trabalho sério e decente frente ao Poder Executivo, realizando os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.
A responsabilidade aumenta a cada dia.
Saberão Panone e Becão conciliar os atributos de administradores e de políticos, ambos de fundamental importância para o trabalho de comando a frente do governo municipal?
Respostas para questionamentos como este somente a partir de janeiro de 2009.

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