Borbulham nos corredores do Palácio do Povo informações que em janeiro próximo uma parcela de funcionários municipais poderá recorrer a um expediente um tanto quanto complicado dentro do Serviço Público.
Com as mudanças profundas que irão acontecer na estrutura funcional da Prefeitura Municipal, com a maioria dos funcionários voltando ao ser cargo de origem, alguns desses funcionários já estariam cogitando procurar um afastamento por licença médica.
Funcionários que apesar de concursados estão em algum cargo comissionado e, por esta razão, recebendo um “plus salarial” não teriam a intenção de voltar a ocupar o cargo pelos quais ingressaram e são registrados no Serviço Público.
É o que se escuta à “boca pequena”.
Resta agora saber se essas informações procedem e, em caso afirmativo, como serão feitos os afastamentos. Se assim for, não há dúvida que o prefeito eleito Panone e sua nova equipe de trabalho terão que resolver rapidamente este que poderá ser o primeiro problema de sua administração.
Mas não é um problema de difícil resolução.
Basta que a Prefeitura Municipal tenha o seu próprio Médico do Trabalho e que ele possa atestar e acompanhar os problemas de saúde dos funcionários que optarem pela licença.
E, talvez, a opção da licença médica não seja a melhor para esses funcionários que, depois de certo período de afastamento, deverão passar por uma perícia no INSS com desdobramentos que já são conhecidos.
O Serviço Público dispõe ainda de outros meios para satisfazer os funcionários que não se sintam bem com a volta ao seu cargo de origem.
Um deles é o afastamento temporário de suas funções, sem remuneração, o que permite que o funcionário possa se empenhar em outro trabalho remunerado, sem perder o vínculo como servidor municipal. Ao término do afastamento o funcionário pode ser integrado novamente ao quadro de pessoal da Prefeitura.
Para os mais radicais o outro meio é o famoso “PDV” – Programa de Demissão Voluntária – onde o funcionário, ao fazer esta opção, tem algumas pequenas regalias. Recentemente a Prefeitura Municipal instituiu este programa.
A dupla Panone/Becão já sinalizou que fará uma grande reforma administrativa e, para isto, até já consultaram órgãos governamentais que assessoram municípios em questões relacionadas à administração. Não é novidade para ninguém que a Prefeitura Municipal está “inchada” e com número excessivo de cargos comissionados, os chamados cargos de confiança do prefeito e que hoje ultrapassam os duzentos.
A redução desses cargos será iniciada na nova administração que, segundo seus comandantes, farão isto até para que os funcionários de níveis salariais mais baixos possam ser valorizados.
A redução do número de cargos comissionados, aliás, foi uma das principais bandeiras de Panone e Becão durante a campanha eleitoral. E este tema é frequentemente abordado nas conversas entre os eleitos.
Só para se ter uma idéia, atualmente apenas no gabinete do prefeito existem seis “secretárias executivas”. Na Secretaria de Administração e Finanças são mais doze, apenas para dar um exemplo com um dos cargos de livre provimento em comissão.
O próximo prefeito, Panone, já disse que vai mudar tudo isso.
Vamos esperar pelas mudanças, mas também curioso para ver qual será o “mal” que acometerá alguns dos funcionários que já estão se encaminhando para uma futura licença-médica.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
CENTRO DE LAZER DA SANTA CRUZ: ONDE O DNHEIRO NÃO RESOLVE PROBLEMAS
Os recursos financeiros vindos das esferas governamentais não são, assim, tão fáceis de conseguir como podem alguns imaginar. Vários componentes como as posições político-partidárias dos governantes, as prestações de contas passadas e o entrosamento com os órgãos oficiais, entre outros, são de suma importância para engordar o orçamento municipal com verbas públicas.
É por esta e outras razões, como a competência em aplicar tais verbas, por exemplo, que autoridades conscientes dão a maior atenção e prezam pelo zelo em utilizar esses recursos da melhor maneira possível.
E aplicar corretamente o recurso financeiro não significa apenas o governante indicar onde ele será utilizado. Pelo contrário, esta é a parte mais fácil.
Aplicar corretamente o recurso financeiro – numa época de vacas magras – significa, primordialmente, saber de qual forma ele está sendo aplicado e se quem o está utilizando, está fazendo da maneira correta e dentro da legalidade.
Essa conjunção de fatores – conseguir recursos, priorizar as necessidades onde ele será aplicado e zelar pela sua correta aplicação – é que diferenciam os políticos. Aqueles que não seguem esta regrinha básica com certeza deixam a desejar aos olhos do povo...e do eleitor.
Para muitos políticos o dinheiro – e só ele – é capaz de resolver tudo. No caso do Centro de Lazer da Santa Cruz, nem isso foi capaz de resolver velhos problemas para colocá-lo à disposição da população dos bairros ao seu entorno.
Na manhã de sexta-feira fui convidado pela recém criada Associação dos Moradores para acompanhar a visita do corpo técnico da Secretaria de Obras da Prefeitura, numa vistoria para a finalização da última reforma no local.
Confesso que saí decepcionado. É mais uma reforma mal feita e mal gerenciada pela atual administração municipal, que consumiu mais de 150 mil reais de verbas públicas e está deixando os moradores daquela região perplexos.
Tive que concordar quando escutei de um deles: “Eu acho que algumas pessoas da Prefeitura Municipal não sabem que aqui nós também pagamos impostos e queremos respeito no trato do dinheiro público”.
Acompanhando a diretoria da Associação de Moradores e o engenheiro da Prefeitura Municipal, pude perceber que, embora o volume de dinheiro utilizado, todas as dependências que passaram por reformas apresentam problemas.
E a responsabilidade pela má execução da obra não deve ser creditada somente à construtora. A Prefeitura Municipal tem uma boa dose de culpa pelo estado deplorável de alguns setores daquele Centro de Lazer. No mínimo faltou fiscalização. E faltou mesmo!
E algumas das irregularidades são tão “esdrúxulas” que merecem virar motivo de “gozação” e “chacota” para quem as produziu.
Imagine você que na quadra poliesportiva, a demarcação das linhas esportivas não coincide com a localização da trave de futsal/handebol. Ou seja, a marcação da quadra acaba e você ainda não chegou no gol.
Talvez queiram aproveitar e inventar novas regras para alguns esportes. Desculpem a minha franqueza. É uma coisa ridícula que só depõe contra a engenharia da Prefeitura e a empresa responsável pela obra.
Até meu sobrinho, que está iniciando os primeiros chutes numa bola de futsal, iria reconhecer que alguma coisa estava errada com aquela quadra.
E os problemas não param por aí, conforma foi anotando a diretoria da Associação dos Moradores, que não vai liberar a obra do jeito que ela se encontra. Prometem até procurar outros meios para responsabilizar legalmente os responsáveis por tamanha omissão.
Uma coisa, porém é certa. O descaso é tão grande que a atual administração não levou em conta nem o aspecto político com a devida reforma do Centro de Lazer. Depois ficam procurando explicações “nas estrelas” para justificar o resultado das urnas da última eleição.
Agora, caberá a dupla Panone/Becão e a sua equipe, com auxílio da Associação de Moradores do bairro, dar “nova cara” e movimentar aquele Centro de Lazer, fazendo com que a população da Santa Cruz, do Bela Vista e do Jardim Paola, assim como, os esportistas em geral, apaguem da memória os quase 10 anos de completo abandono do local pelo Poder Público.
Quando um governo não consegue fiscalizar e nem se preocupar em executar corretamente coisas tão banais, está mesmo na hora de “pegar o boné e dizer adeus”.
E rezar para que o povo não apague da memória somente as besteiras cometidas no Centro de Lazer da Santa Cruz.
Em tempo: O Centro de Lazer da Santa Cruz recebe o nome da Profª Marilia Worchesch Gabrielli, professora de educação física que cuidou de muitas gerações de descalvadenses, que sempre foi uma incentivadora do esporte em Descalvado. E foi também esposa do excelente prefeito José Ramalho Gabrielli, pai do atual Secretário de Obras, Junior Gabrielli, cuja pasta é a responsável pela reforma do local.
Não preciso dizer mais nada. Só acho que os moradores da Santa Cruz e demais bairros da região merecem um pouco mais de respeito. Assim como merece respeito o nome da Profª Marília.
É por esta e outras razões, como a competência em aplicar tais verbas, por exemplo, que autoridades conscientes dão a maior atenção e prezam pelo zelo em utilizar esses recursos da melhor maneira possível.
E aplicar corretamente o recurso financeiro não significa apenas o governante indicar onde ele será utilizado. Pelo contrário, esta é a parte mais fácil.
Aplicar corretamente o recurso financeiro – numa época de vacas magras – significa, primordialmente, saber de qual forma ele está sendo aplicado e se quem o está utilizando, está fazendo da maneira correta e dentro da legalidade.
Essa conjunção de fatores – conseguir recursos, priorizar as necessidades onde ele será aplicado e zelar pela sua correta aplicação – é que diferenciam os políticos. Aqueles que não seguem esta regrinha básica com certeza deixam a desejar aos olhos do povo...e do eleitor.
Para muitos políticos o dinheiro – e só ele – é capaz de resolver tudo. No caso do Centro de Lazer da Santa Cruz, nem isso foi capaz de resolver velhos problemas para colocá-lo à disposição da população dos bairros ao seu entorno.
Na manhã de sexta-feira fui convidado pela recém criada Associação dos Moradores para acompanhar a visita do corpo técnico da Secretaria de Obras da Prefeitura, numa vistoria para a finalização da última reforma no local.
Confesso que saí decepcionado. É mais uma reforma mal feita e mal gerenciada pela atual administração municipal, que consumiu mais de 150 mil reais de verbas públicas e está deixando os moradores daquela região perplexos.
Tive que concordar quando escutei de um deles: “Eu acho que algumas pessoas da Prefeitura Municipal não sabem que aqui nós também pagamos impostos e queremos respeito no trato do dinheiro público”.
Acompanhando a diretoria da Associação de Moradores e o engenheiro da Prefeitura Municipal, pude perceber que, embora o volume de dinheiro utilizado, todas as dependências que passaram por reformas apresentam problemas.
E a responsabilidade pela má execução da obra não deve ser creditada somente à construtora. A Prefeitura Municipal tem uma boa dose de culpa pelo estado deplorável de alguns setores daquele Centro de Lazer. No mínimo faltou fiscalização. E faltou mesmo!
E algumas das irregularidades são tão “esdrúxulas” que merecem virar motivo de “gozação” e “chacota” para quem as produziu.
Imagine você que na quadra poliesportiva, a demarcação das linhas esportivas não coincide com a localização da trave de futsal/handebol. Ou seja, a marcação da quadra acaba e você ainda não chegou no gol.
Talvez queiram aproveitar e inventar novas regras para alguns esportes. Desculpem a minha franqueza. É uma coisa ridícula que só depõe contra a engenharia da Prefeitura e a empresa responsável pela obra.
Até meu sobrinho, que está iniciando os primeiros chutes numa bola de futsal, iria reconhecer que alguma coisa estava errada com aquela quadra.
E os problemas não param por aí, conforma foi anotando a diretoria da Associação dos Moradores, que não vai liberar a obra do jeito que ela se encontra. Prometem até procurar outros meios para responsabilizar legalmente os responsáveis por tamanha omissão.
Uma coisa, porém é certa. O descaso é tão grande que a atual administração não levou em conta nem o aspecto político com a devida reforma do Centro de Lazer. Depois ficam procurando explicações “nas estrelas” para justificar o resultado das urnas da última eleição.
Agora, caberá a dupla Panone/Becão e a sua equipe, com auxílio da Associação de Moradores do bairro, dar “nova cara” e movimentar aquele Centro de Lazer, fazendo com que a população da Santa Cruz, do Bela Vista e do Jardim Paola, assim como, os esportistas em geral, apaguem da memória os quase 10 anos de completo abandono do local pelo Poder Público.
Quando um governo não consegue fiscalizar e nem se preocupar em executar corretamente coisas tão banais, está mesmo na hora de “pegar o boné e dizer adeus”.
E rezar para que o povo não apague da memória somente as besteiras cometidas no Centro de Lazer da Santa Cruz.
Em tempo: O Centro de Lazer da Santa Cruz recebe o nome da Profª Marilia Worchesch Gabrielli, professora de educação física que cuidou de muitas gerações de descalvadenses, que sempre foi uma incentivadora do esporte em Descalvado. E foi também esposa do excelente prefeito José Ramalho Gabrielli, pai do atual Secretário de Obras, Junior Gabrielli, cuja pasta é a responsável pela reforma do local.
Não preciso dizer mais nada. Só acho que os moradores da Santa Cruz e demais bairros da região merecem um pouco mais de respeito. Assim como merece respeito o nome da Profª Marília.
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