segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Quem você pensa que é?

Quantas vezes nos deparamos com afirmações a nosso respeito, como estas: “Puxa, nunca pensei que você fosse assim” ou “Imaginava você de outra maneira” ou ainda, “Tinha outra imagem de você”.
A verdade é que cada pessoa nos enxerga à sua maneira e, a não ser que seja uma pessoa muita ligada conosco, na maioria das vezes faz a nossa imagem do modo que mais lhe interessa. Isto acontece em qualquer área da vida.
E é difícil mesmo conhecer as pessoas do jeito que elas realmente são.
Se nos surpreendemos até mesmo com as pessoas mais próximas da família, o que dirá com os demais parentes, os amigos, os vizinhos. E as surpresas podem ser tanto positivas quanto negativas, dependendo da ótica que lhes interessa e de como, afinal, a pessoa com quem tratamos nos enxerga.
Se você concorda também com estas afirmações, podemos perguntar: Minha vida realmente me pertence ou ela se escreve ao longo do tempo à nossa revelia?
Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, penso eu.
As duas afirmações têm um fundo de verdade e ambas assumem um papel importante na construção da nossa vida e no modo como a sociedade nos enxerga.
E é aí que mora o perigo. Quando nos moldamos de acordo com o que a sociedade pensa a nosso respeito e de como ela nos enxerga, enveredamos por um caminho complicado e, aí sim, nossa história pode ser escrita à nossa revelia.
Erros, acertos, imperfeições, hesitações, omissões...
Quem é realmente capaz de enxergar dentro do outro e reconhecê-lo como realmente é, e ainda, compreender as suas atitudes.
Felizmente a vida é dinâmica. Os erros podem ser consertados. Os acertos são invariavelmente recompensados. As imperfeições podem ser corrigidas. As hesitações podem ser produtivas.
Mas, e as omissões?
Para estas posturas acredito que não exista algo de positivo. Quem se omite não se dá ao direito da correção ou da recompensa. Para mim é a pior das posturas.
Erre tentando, acerte tentando. Hesite, mas tente. Mas não seja omisso.
Tenha a hombridade de aceitar os seus erros e corrigi-los. Não é fácil, todos nós sabemos. Tenha a humildade de, ao ser recompensado pelos seus acertos, dividi-los com os outros.
Desculpe-me, só não é válido ser omisso. A omissão é a ferramenta daqueles que se escondem. A omissão é o refúgio dos covardes. O omisso não tem a oportunidade de mudar nada e, por esta razão, não tem o privilégio de corrigir o que tiver que ser corrigido.
A omissão não permite os erros e os acertos, que são dois componentes tão importantes e fundamentais na construção das nossas vidas.
Devemos aprender também com os grandes sábios, que as pessoas podem não enxergar como realmente somos, mas certamente vão enxergar como nos apresentamos.
E é por isso que a vida é tão bela para aqueles que não se escondem. Temos a possibilidade de rever conceitos, destruir imagens negativas, corrigir rumos e buscar merecidas recompensas.
O Prêmio Nobel de Literatura de 2002, o húngaro Imre Kerész, 79 anos, sobrevivente do holocausto escreveu em seu livro “Eu, um outro”, a seguinte frase: A história de minha vida é a história de minhas mortes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

MAIS NOTÍCIAS INTERESSANTES

● Fico surpreso e feliz ao constatar que o “Malagueta com Mel” tem tido um número expressivo de acessos e mais, ao receber dos leitores todo o tipo de informações, como críticas, denúncias, sugestões, comentários e outras participações.
Agradeço e conto com todos para continuarmos com este bate-papo.
Aqueles que preferirem podem se manifestar também através do e-mail paulosagg@ig.com.br
Grande abraço

● O leitor deste “blog” vai ser informado, em primeira mão, sobre o que pode ser mais uma irregularidade que está sendo cometida no atual governo municipal com verbas federais.
A hipótese desta possibilidade está acontecendo nas obras que ocorrem na área da Estação da Fepasa, onde a Prefeitura Municipal constrói um espaço multi-uso, com jardins, palco, quiosques, numa área onde estão implantando também um Centro de Informações Turísticas.
O projeto, que recebeu um grande volume de verbas do Governo Federal, está sendo alterado sem maiores explicações. Pelo menos é isto o que deve acontecer, segundo informações, se nada for feito.
Uma parte da área que deveria ser calçada com tijolinhos coloridos, conforme está no projeto, esta prestes a receber pedriscos.
Ninguém soube ainda explicar as razões ou quem deu a ordem para esta mudança. No processo do convênio da obra com a Caixa Federal nada consta de pedido de alteração. Na Secretaria de Obras também desconhecem a alteração.
O que estaria acontecendo? É isto que vamos investigar.
O que posso adiantar é que os “ijolinhos coloridos”são muito mais caros que os pedriscos. Capice?

● Qualquer trabalhador deve ser responsável dentro do seu ambiente de trabalho com seus afazeres. É condição primordial.
E no Serviço Público não deve ser diferente. Pelo contrário, o trabalhador deve ser ainda mais responsável, afinal, é a sociedade quem paga o seu salário.
O comentário que faço agora não deve soar como crítica simplesmente, mas apenas como um alerta para que alguns funcionários públicos, mesmo os comissionados, fiquem atentos.
Apenas para ilustrar. Segundo informações, o “Acessa SP”, que funciona no prédio da Biblioteca Comunitária da EE José Ferreira da Silva, por algumas vezes ficou com todos os computadores ligados depois do expediente. Num final de semana, tudo ficou ligado de sexta-feira até domingo.
Além do consumo de energia, o grande problema é o risco de um incêndio num local onde se ficam armazenados uma grande quantidade de livros e papel.
Mais cuidado pessoal. Até porque os leitores do “blog” estão atentos.

● Esta é mais uma de “matar de rir”, porque mostra a total incompetência de certos setores da Prefeitura Municipal. Depois de um longo período passando por reformas, as piscinas do Centro de Lazer do Trabalhador foram abertas ao público. O movimento tem sido grande, mas atentem para alguns detalhes.
- O filtro da piscina, reformado recentemente, já apresenta vazamentos em sua estrutura externa. Está com todo o jeitão de que foi apenas pintado, depois de uma pequena “reforminha básica”.
- A piscina não pode permanecer cheia, porque a água que transborda escorre para o gramado ao seu redor e está matando a grama. Não foram construídas bordas de contenção e nem canaleta para captação da água que transborda.
- Pasmem. Para dar um toque competitivo à piscina, pintaram em seu piso as faixas de orientação dos nadadores nas respectivas raias. Só que um gênio pintou apenas 5 raias. Esqueceu que são 6. Nem para competições serve mais a piscina do CLT.

● Alguns esportistas criticaram bastante o fato da quadra central do Ginásio de Esportes ter sido interditada, por quase uma semana, para a apresentação de uma Academia de Dança da cidade. O bonito espetáculo foi realizado no final de semana, mas a quadra ficou a semana toda interditada para uso da academia, impedindo o seu uso pelos esportistas. Está registrado.

● A Prefeitura Municipal comprou mesmo uma área do Distrito do Tamanduá, para futura doação à empresas. Depois de pagar R$ 1,3 milhões, o atual governo deve deixar para o próximo buscar quem se interessa pela área. É isto mesmo! Gastaram este dinheirão todo com a compra da área, mas ainda não se tem pretendentes para usá-la. A palavra certa para este caso, com certeza não é incompetência.

● É função do jornalista ir atrás dos “furos jornalísticos” para o órgão em que trabalha. Numa cidade pequena os furos não acontecem com tanta freqüência, porque todo mundo acaba sabendo de tudo muito rápido e as notícias se disseminam com certa facilidade, até pelo boca-a-boca. Mas algumas coisas precisam ser bem encaixadas, até por uma questão de ética profissional entre aqueles que atuam na imprensa.
Por isso é que, não custa nada pedir para aqueles “colegas” que acessam o blog e colhem informações que, pelo menos, indiquem a fonte. O que fica chato é “coleguinha” pegar o nosso “furo”, como o caso da Paróquia de São Sebastião, ler o nosso texto na íntegra para os seus ouvintes, e nem mencionar o nosso “Malagueta com Mel”.
Amiguinha, não custa nada fazer um comercialzinho a nosso favor!
Eu escutei, mas leitores do “blog” também escutaram e me questionaram. Quando isso acontece fica feio, né?

● O clima no Palácio do Povo continua tenso. Todo mundo quer saber o que vai acontecer quando Panone assumir a Prefeitura Municipal. A preocupação maior é dos ocupantes de cargos comissionados.
Pelo que estamos escutando, podemos adiantar que, salvo raríssimas exceções (e coloca raríssimas nisto), os atuais cargos de diretores, chefes, sub-chefes e outros caciques, serão trocados. Pode até ser que esteja enganado, mas....

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