quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Faltando pouco menos de um mês para a posse do novo governo municipal, a população vive momentos de expectativa em relação às mudanças que deverão ocorrer na Prefeitura Municipal e quanto à maneira que o município será administrado nos próximos quatro anos.

Expectativa semelhante e mais acentuada vive os servidores municipais, que aguardam o anúncio das reformas prometidas pela dupla “Panone e Becão” durante a vitoriosa campanha eleitoral.

Tantos os servidores efetivos quanto alguns comissionados controlam a ansiedade diante de um quadro de mudanças na estrutura funcional da administração municipal. Não é novidade para ninguém que o grande lema da campanha de Panone – “a mudança para melhor” – se aplicou muito mais ao modo como a Prefeitura Municipal tem sido gerenciado nos últimos anos.

O novo secretariado já foi anunciado. Falta agora a definição do segundo e do terceiro escalão do próximo governo municipal, que tem sido tratado com especial atenção para a nova dupla de governantes a partir de 2009.

Panone e Becão sabem que a máquina administrativa é um grande sistema de engrenagens que deve funcionar em sintonia e harmonia. Se conseguirem aprimorar este conceito dentro do próximo governo já estarão fazendo a primeira mudança.

O que se percebe hoje é que a existem “muitas prefeituras” dentro do atual governo, cada uma delas trabalhando a seu modo, sem sintonia com as demais e cada uma tratando os serviços públicos como bem entendem (ou mal entendem).

O resultado é um governo caótico, com grande desperdício de recursos financeiros, sem o devido aproveitamento correto do potencial dos servidores e absolutamente sem comando.

Nos próprios corredores do Palácio do Povo ouve-se o lema: “Vamos fingir que obedecemos para ele pensar que manda”. Isto em todos os níveis da hierarquia municipal, salvo, é claro, raras exceções.

Em relação ao segundo e terceiro escalação, assim como em alguns cargos chaves da administração, a atenção do próximo prefeito está redobrada.

Panone sabe que são esses cargos que têm o contato direto com a população e, por esta razão, deverão estar afinados com a filosofia de trabalho que será implantada e que foi seu compromisso de campanha.

Por esta razão é que muita especulação tem esquentado o clima e aumentado a ansiedade dentro dos diversos setores da Prefeitura Municipal. Toda semana surge um comentário novo nos corredores palacianos, quer seja em relação à demissões ou ao aproveitamento de servidores atuais no próximo governo.

O prefeito eleito tem se mostrado também uma pessoa de grupo, pessoa de consenso, aliás, postura que manteve durante toda a sua campanha e que pretende levar para dentro da sua administração. A maioria das decisões que afetam o seu futuro governo tem sido tomada em conjunto, por pessoas que fazem parte do seu grupo político e que estiveram apoiando a sua candidatura.

Com certeza ele não quer repetir o equívoco do ex-prefeito Lito, que deixou em "cargos chaves" da administração pessoas ligadas ao seu antecessor (Calza) e, apesar de realizar um administração séria e competente, não teve o devido respaldo políticoque merecia.

Panone já deu mostras que ao formar a sua equipe de trabalho vai conciliar experiência, vontade, determinação e coragem, com a sua filosofia de mudança. E vai fazer isto, na medida do possível, privilegiando pessoas que estiveram ao seu lado durante todo o processo que resultou na sua eleição para prefeito.

Nada mais justo e lógico.

Panone e Becão sabem perfeitamente quem esteve caminhando junto com eles, nos momentos de alegria e de apreensão. Sabem também quem esteve do lado adversário, fazendo campanha contrária e difamatória contra eles.

Mas eles sabem também, quem, mesmo estando do lado adversário por um motivo qualquer, manteve-se numa posição respeitosa em relação as suas candidaturas.

Também sabem reconhecer, quem são os servidores que realmente trabalham e se empenham no serviço público, daqueles que indignamente maculam a imagem dos demais colegas.

Enfim, Panone e Becão, bem como todo o seu grupo político, sabem reconhecer quem são os interesseiros de plantão.

Todos também reconhecem que o início será difícil. Toda mudança pode ser traumática num primeiro momento, mas, se for feita com bons propósitos, trará benefícios de toda a ordem para a população.

Está chegando a hora...

Para alguns servidores momentos de reconhecimento. Para outros momentos de reflexão sobre a postura que mantiveram nos últimos anos. No fundo será bom para todos. Os bons funcionários deverão ser valorizados. Os que deixaram a desejar podem rever esta condição e se empenharem mais para ganhar a confiança da população.

Para o município uma certeza. Está chegando a hora de virar uma página da sua história e colocar o Poder Público trabalhando para o bem estar de toda a população. Eu disse de toda a população.

...O dia já vem raiando meu bem. Muita gente tem que ir embora

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CONSPÍCUO: SER OU NÃO SER?

Tenho o costume prazeroso de me ater em palavras esquisitas durante as minhas leituras, principalmente naquelas palavras cujo significado eu ignoro completamente.
Parece que elas me atraem de uma forma pegajosa. É só “bater os olhos” e lá vou eu folhear o dicionário para decifrá-las. Virou um vício.
E com o dicionário aberto é lógico que outras “esquisitas” aparecem e aguçam ainda mais a minha curiosidade.
E vou mais além dentro de todo este processo. Ao tomar conhecimento do significado da palavra esquisita, fico procurando encaixa-la em situações que acontecem no cotidiano, seja no meu ou no dia a dia do mundo. E também me divirto repartindo a curiosidade com outros.
Estava eu, despretensiosamente lendo uma revista com comentários de um livro sobre D. Pedro II, quando ela começou a piscar pra mim:
“Conspícuo”, “Conspícuo”, “Conspícuo”.
Que diacho será isso, pensei comigo! Fui procurar...e achei!
E confesso que gostei do termo: “Conspícuo”.
E não é que tem um pouco a ver com as coisas que acontecem.
O ser humano deve se esforçar para ser “conspícuo” em todos os momentos da vida. É uma condição que alivia, que enobrece e que nos deixa mais leves para enfrentar as batalhas da vida.
Ser ou estar “Conspícuo” é uma das maneiras de se integrar positivamente na comunidade em que vivemos, lutando para melhorá-la e colaborando para o bem estar de todos.
Mas não pense que é fácil ser “Conspícuo”. É difícil. Muitas vezes fazemos questão de não o sê-lo, o que não é de todo modo negativo se estivermos imbuídos de boas intenções para com os outros.
Nem sempre as situações nos permitem ser “Conspícuos”. Quem consegue assumir esta condição a todo o momento pode se considerar um felizardo.
Ser “Conspícuo” às vezes nos traz problemas. Ciúme, inveja, medo, sei lá! O que sei é que não é fácil ser ou conviver com pessoas “conspícuas”
Num mundo competitivo e repleto de interesses nem sempre bons, cada vez mais nos deparamos com situações esquisitas e estranhas, produzidas (e não assumidas) por pessoas que não gostam (ou não podem) aparecer.
“Conspícuos”? De forma alguma. Apenas hipócritas.
Você já se sentiu assim, enfrentando grandes batalhas no dia a dia, lutando com todas as suas forças para derrotar os inimigos do momento (dinheiro, saúde, emprego, etc), enquanto outras forças conspiravam para a sua derrota ou para atrapalhá-lo?
Tenho certeza que sim. Já passou e ainda pode passar. Lutar contra essas coisas e com pessoas que se comportam assim faz parte deste enfrentamento diário dos problemas.
Temos que ser guerreiros. E os grandes guerreiros têm uma postura diferente. Eles valorizam os outros grandes guerreiros. Os grandes guerreiros se respeitam. Lutam com honra. São visíveis. São “Conspícuos”.
Esta é uma condição da qual não podemos abrir mão hoje em dia: ser visível. Nesta batalha diária da vida é preciso ser visível, é preciso lutar pelos nossos objetivos, mas, acima de tudo, é preciso ter hombridade para enfrentar os inimigos, para que tanto na vitória quanto na derrota a gente não perca a condição de guerreiro.
Quantas pessoas lutam, mas não sabem de qual lado se posicionar durante a batalha? Quantas pessoas fingem lutar, enquanto traem o lado em que se encontram? Quantas esperam o término da batalha para se aliar, de modo interesseiro, aos vitoriosos? Quantas pessoas se escondem das batalhas enquanto outros guerreiros se mostram empenhados em defender a sua bandeira?
São Guerreiros? Não, são apenas grandes hipócritas!
Segundo a mitologia os deuses conspiram a favor dos bons guerreiros, por mais cruel que tenha sido a batalha. Os deuses não aceitam as batalhas “atrás das cortinas” ou “debaixo dos panos”, com jogadas às escondidas e de modo sorrateiro.
Os deuses sabem que algumas batalhas podem ser vencidas desta maneira, mas imaginar que o resultado final da guerra será também assim, é não querer acreditar numa Lei Universal muito maior que tudo isso.
Os guerreiros verdadeiros sabem disto. E é por isso que não tem receio de entrar na batalha de peito aberto ... visível. Ser guerreiro é assumir posturas dignas, tanto na vitória quanto na derrota. Ser guerreiro é não se esconder.
Ser guerreiro é ser “Conspícuo”. É ser assim: Ser Visível.

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