segunda-feira, 5 de março de 2012

O Castigo pelo bom comportamento

         Folheando alguns antigos livros de Português, encontrei uma história interessante e pitoresca, que de certo modo retrata muito bem algumas situações cotidianas, onde quem obedece, se dedica e se comporta corretamente é quem recebe o castigo.
         Isaura era uma mulher incrível, solícita, mãe de três filhos pequenos e sempre pronta a atender os caprichos do marido Josias.
         Josias, sabendo destas qualidades da mulher, usava e abusava da sua boa vontade, levando constantemente alguns clientes para jantar. E o pior é que ele chegava em cima da hora, sem avisar Dona Isaura, que tinha de dar os "seus pulinhos" no fogão para não fazer feio para as visitas e para o marido.
         Certa noite Josias chegou em casa com três clientes e recomendou à mulher um jantar especial.
         Enquanto eles bebericavam e conversavam na sala, Dona Isaura pôs-se a caminho da cozinha e abrindo a geladeira constatou que a carne e a sobremesa estavam no fim e não dariam para alimentar sua família e os visitantes.
         Aflita e buscando solucionar o problema sem constranger o marido, Dona Isaura teve uma idéia que pareceu-lhe a melhor solução.
         Chamou os três filhos e recomendou-lhes.
         -- Escutem aqui: o pai trouxe os amigos dele para jantar, a carne está no fim e não vai dar prá todo mundo; por isso, quando a mamãe oferecer bife à milanesa para vocês, não aceitem. Vejam bem: vocês não vão querer carne, mesmo que a mamãe insista. Certo?
         -- Certo, sim senhora, confirmaram os resignados filhos.
         Achando que se fizera entender perfeitamente, reforçou o bife com um grosso molho de parmesão e serviu o jantar.
         Durante todo tempo os meninos se comportaram como recomendado pela mãe, recusando a qualquer custo a oferta da carne.
         E Dona Isaura, para reforçar ainda mais a cena, retrucava diante de cada recusa. -- Vocês precisam parar de lambiscar antes das refeições; carne é super importante para o crescimento de vocês. Justo hoje que fiz a carne que vocês mais gostam...
         O jantar correu tudo bem, Isaura relaxou o seu estado interior e lembrou-se da sobremesa. Apareceu com um lindo pudim, o preferido da família e ao colocá-lo sobre a mesa e encarando os olhinhos brilhantes dos meninos, lembrou-se de ter feito a recomendação da recusa somente para a carne.
         Com certeza eles iriam avançar sobre o prato de doce, os amigos ficariam sem nada e o final do jantar não seria nada feliz. Já anteviu a tragédia.
         À hora de servi-lo, encarou os filhos: olhinhos arregalados e sorridentes, esperavam o doce como prêmio de bom comportamento e obediência.
         Num instante Dona Isaura dominou o ambiente e disse com firmeza para os filhos:
         -- Vocês digam boa noite e vão para o quarto já... já para a cama; é um castigo; quem não come carne não ganha sobremesa...

         Não quero nesta semana fazer qualquer interpretação da história, mas que é duro ser obediente e comportado e não ganhar nem a sobremesa, isto é.

            Nota.    Este texto é uma adaptação de uma história do livro Aspas, parênteses e reticências, de Lourdes Strozzi, Curitiba,1977.
            Qualquer semelhança com nomes, situações e acontecimentos terá sido mera coincidência.  

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Grande Líder

Fiquei procurando um tema para voltar a publicar em meu blog – malaguetacommel.blogspot.com – já que ele está inativo há algum tempo. Ocasionalmente, ao entrar no facebook, me deparei com várias expressões sobre a importância de um “Grande Líder”.
E fiquei pensando:
Será que nós estamos sendo grandes líderes da nossa própria vida?
Será que estamos assumindo este papel diante do nosso círculo de convívio, quer seja na família, no trabalho ou, mesmo, entre nossos amigos?
Quantas pessoas aguardam e precisam desta nossa liderança e, ao mesmo tempo, nós precisamos da delas?
Afinal, o que é ser líder?
Ser líder é “Inspirar”, “Agir de modo correto”, “Motivar”, conseguir os “Melhores Resultados” possíveis das pessoas que nos acompanham.
A liderança deve estar em todo o lugar.
Sejamos líderes. Sejamos inspiração. Sejamos capazes de motivar outras pessoas.
Agindo assim conseguiremos conseguir os melhores resultados na vida pessoal, na profissional e na social.

OS MAIORES ATRIBUTOS DA LIDERANÇA
Por Luiz Almeida Marins Filho, Ph.D. Anthropos Consulting


a) Disposição para tentar o que não foi tentado antes – Ninguém deve ser guiado por aqueles a quem falte coragem e autoconfiança. A liderança positiva exige ousadia.

b) Motivação – Aqueles que não conseguem se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros. E motivação é a palavra chave no mundo de hoje.
c) Percepção aguda do que é justo - Esta é uma grande qualidade de uma liderança eficaz, para se ter o respeito das pessoas. Quando todos são tratados de forma justa e igual cria-se uma sensação de segurança.
d) Planos Definidos – A liderança motivada sempre requer objetivos claros e definidos.
e) Perseverança nas decisões - Aquele que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo. A liderança eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Mesmo nas decisões erradas não diminui o respeito que os seguidores têm pelo grande líder. É preciso se reconhecer quando erra.
f) Fazer mais do que aquilo pelo qual se é pago - Um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal.
g) Personalidade positiva - As pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo.
pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista.
i) Domínio dos detalhes - O líder bem sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.
j) Disposição para assumir plena responsabilidade - Outros ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. O clichê do líder é: "A responsabilidade é minha".
k) Duplicação - Talvez este seja um dos maiores atributos de um líder: ser capaz de desenvolver outros lideres. Pode-se julgar um líder pelo número de pessoas em que ele refletiu os seus talentos e fez evoluir.
l) Uma profunda crença em seus princípios - O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A omissão é o refúgio dos covardes.


Quantas vezes nos deparamos com afirmações a nosso respeito, do tipo: “Puxa, nunca pensei que você fosse assim” ... “Imaginava você de outra maneira” ... “Tinha outra imagem de você”.
A verdade é que cada pessoa nos enxerga à sua maneira. A não ser que seja uma pessoa da nossa maior intimidade, muitas vezes as pessoas fazem a nossa imagem do modo que mais lhe interessa.
Isto acontece em qualquer área da vida. E mesmo difícil conhecer as pessoas do jeito que elas realmente são. Muitas se escondem ... não se mostram como realmente são. 
Se podemos nos surpreender com as pessoas mais próximas, aquelas as quais depositamos a maior confiança, o que dirá das outras sem esta afinidade.
Se a impressão for positiva, tudo bem ... E pode ser negativa dependendo da ótica que lhes interessa.
Se você concorda com tudo isso que estou escrevendo, posso perguntar: “Nossa vida realmente nos pertence ou ela se escreve ao longo do tempo à nossa revelia?

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, penso eu.
É preciso equilíbrio nas ponderações.
As duas afirmações têm um fundo de verdade e ambas assumem um papel importante na construção da nossa vida e no modo como a sociedade nos enxerga.
E é aí que mora o perigo.
Quando nos moldamos de acordo com o que a sociedade pensa a nosso respeito e de como ela nos enxerga, enveredamos por um caminho complicado e, com certeza, sob este aspecto, nossa história pode ser escrita à nossa revelia.
Erros ... acertos ... imperfeições ... hesitações ... omissões...
Quem é realmente capaz de enxergar dentro do outro e reconhecê-lo como realmente é, e ainda assim, compreender as suas atitudes?
Felizmente a vida é dinâmica.
Os erros podem ser consertados. Os acertos são invariavelmente recompensados. As imperfeições podem ser corrigidas. As hesitações podem ser produtivas.
Mas, e as omissões? 
Para esta postura dos omissos acredito que não exista nada de positivo.
Quem se omite não se dá ao direito da correção ou de recompensa.
A omissão é a pior das posturas.
Erre tentando ... acerte tentando ... Hesite, mas tente ... Não seja omisso.
Tenha a hombridade de aceitar os seus erros e corrigi-los. Não é fácil, todos nós sabemos.
Tenha a humildade de, ao ser recompensado pelos seus acertos, dividi-los com os outros.
A omissão é a ferramenta daqueles que se escondem ... se acovardam.
A omissão é o refúgio dos covardes.
O omisso não tem a oportunidade de mudar nada e, por esta razão, não tem o privilégio de corrigir o que tiver que ser corrigido.
A omissão não permite os erros e os acertos, que são dois componentes de grande importância na construção das nossas vidas. 
Devemos aprender com os grandes sábios: “As pessoas podem não enxergar como realmente somos, mas certamente vão enxergar como nos apresentamos”. 
E é por isso que a vida é tão bela para aqueles que não se escondem. Temos a possibilidade de rever conceitos, destruir imagens negativas, corrigir rumos e buscar merecidas recompensas.
O Prêmio Nobel de Literatura de 2002, o húngaro Imre Kerész, 79 anos, sobrevivente do holocausto escreveu em seu livro a seguinte frase:
“A história de minha vida é a história de minhas mortes”.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MUITO ALÉM DA FICHA LIMPA

             

        Todos nós, seres humanos falíveis por natureza, temos deslizes, cometemos pecados, erramos em avaliações e criamos obstáculos para depois termos de enfrentá-los.
        Mas também temos a capacidade da reflexão, de reavaliarmos nossas posições, de retomarmos caminhos, de rever posicionamentos, enfim, de darmos a volta por cima e enveredar a nossa vida para o ... “bom caminho”.
        Isto acontece com a maioria das pessoas. Pessoas comuns, autoridades, profissionais de toda espécie, juristas, homens da lei, ou seja, todo mundo está inserido nesta regra da vida.
        Infelizmente algumas pessoas, até devido a um sentimento de autodefesa, não conseguem enfiar o “rabo entre as pernas” e se permitir viver uma pausa para refletir sobre tudo o que fez ou tem feito.
        Na classe política os exemplos são muitos. Acontecem acontecem com maior intensidade no seio dos grupos derrotados democraticamente e afastados do poder, em razão da insatisfação popular diante de tanta irregularidade ou ineficiência em certos setores da vida pública.
        Políticos que permaneceram um tempo no poder, sempre à base do “populismo barato”, alicerçado através do “tapinha nas costas” e da “barganha política”, ao verem sua sobrevivência política seriamente ameaçada começam a expor aquilo que sempre de melhor couberam fazer na política: as canalhices.
        Os noticiários estão repletos de exemplos.
        Mesmo com um ficha extremamente seuja, alguns deles passam a intitular-se “Arautos da Moralidade”. Usam de todo o expediente para tentar reconquistar a credibilidade que perderam perante a população.
E para isso – tentar atingir uma credibilidade - adotam uma tática, de certo modo, engraçada.
        Não explicam ao povo as inúmeras irregularidades que cometeram e tampouco os supostos atos de corrupção em que estão denunciados. Fogem deste assunto ou o “empurram com a barriga”, apostando na leniência e na morosidade da Justiça
        Longe de se defenderem do “arsenal de irregularidades” em que estão denunciados (como se isso fosse fácil) preferem partir para o “denuncismo” contra seus adversários. São adeptos da tática arcáica de que a melhor defesa é o ataque.
Precisam de toda maneira retirar o tema seriedade e hinestudade do debate polítivo. E para isso, entendem que se formularem uma grande quantidade de denúncias contra seus adversários, poderão equilibrar as forças no tocante a moralidade na administração pública.
Muitas vezes, na maior hipocrisia, denunciam supostos atos irregulares dos adversários, se esquecendo que foram os os mesmos praticados quando estavam no poder.
        Hipócritas e falastrões!
        O pior em toda esta postura medíocre, ainda é a mania de plantar no seio da comunidade as mais variadas mentiras sobre os seus adversários. Usam deste artifício com a maior desfaçatez e sem o menor constrangimento.
        Com um abundante histórico de corrupção,  enriquecimento ilícito e tráfico de influência, esses “demônios” acham que podem enganar o eleitor se fantasiando com “auréolas”.
        Idiotas acima de tudo!
        Políticos assim nunca vão colocar o “rabo entre as pernas” e aceitar que é chegado o momento de fazer uma política de alto nível, uma política de propostas e de inicativas concretas.
Na verdade, é bom que se diga, alguns políticos não sabem e nunca souberam praticar um política de alto nível.
        Querem se agarrar ao poder à custa de “mentiras”, de “fofocas”, “boatos” e todo tipo de ato capaz de enganar o povo e esconder as suas próprias fraquezas.
        Políticos assim não vão nem precisar da “Lei da Ficha Limpa” para serem expurgados da vida pública. Basta apenas, no momento certo, refrescar a memória do eleitor sobre o passado sujo que eles trazem na bagagem e pela sujeira que sempre vão querer levar para a política.

domingo, 22 de janeiro de 2012

FUJA DA FUTILIDADE

Como é gostoso sonhar alto, fazer planos e dividí-los com as pessoas queridas.
Como é legal se sentir necessário e importante para alguém.
Como é importante ser protagonista dos acontecimentos da própria vida.
Fazer o bem ... pensar o bem ... conviver com o bem.  
Porém, para que tudo isso seja completo, é fundamental se esquivar da superficialidade.
Fugir da futilidade e abandonar tudo o que é banal ... este é um dos segredos da vida.
Não hesite ... fuja mesmo dessas coisas e de pessoas que as carregam com elas.
Não hesite ... Se afaste de tudo que não acrescenta nada de bom a sua vida.
Não é preciso aborrecimentos ... não é preciso discussões ... nada de agressões ... apenas se afaste.
Em dias de chuva procure o sol ...  mas não a ponto de se queimar.
Em dias de sol busque a sombra ... mas não a ponto de acomodar-se.
Busque o equilíbrio ... Seja diferente.
E ser diferente não significa romper com o “bem”.
Não siga os modismos se isso não for te fazer bem ... Não aceite rótulos que nada acrescentam.
Tenha opinião ... Seja sincero com você mesmo antes de qualquer coisa.
Finque raízes ... se emocione ... crie laços ... sinta que você é capaz de deixar saudades.
Acima de tudo ... seja capaz de deixar saudades.
Você já estará dando um passo enorme para ser e fazer alguém feliz

domingo, 8 de agosto de 2010

LIÇÕES DE VIDA COM ALMIR KLINK

          O navegador Amyr Klink é sinônimo de aventuras, façanhas, determinação e decisão, sem mencionar é claro sua paixão contagiante pelo mar e pela natureza.

          Quem não se emocionou com seus relatos sobre as navegações que fez por várias partes inóspitas do planeta.
          Embora a grandiosidade dos seus feitos á bordo do "Paraty", seu famoso barco, sempre que ouço o nome do Amyr Klink percebo chegar à minha mente uma estranha sensação de solidão.
          Fico imaginando o que é passar um longo tempo dentro de um barco, cruzando mares desconhecidos, conhecendo geleiras, enfrentando tempestades, domando ondas gigantes..... e sozinho. Tudo em nome da aventura, dos sonhos, pelo prazer e amor ao oceano.
          Imagino também o grau de preparação para suportar " Cem Dias Entre o Céu e o Mar", aventura que lhe valeu um livro com o mesmo título.
          Uma ótima condição física é um componente importante e indispensável, mas a preparação MENTAL para suportar esta aventura deve exigir uma atenção redobrada.
          " Cem Dias entre o Céu e o Mar".......e sozinho.
          Ninguém ao lado para conversar, para ajudar nas horas difíceis, para dividir alegrias e amenizar tristezas. Ninguém ao lado para superar medos, ninguém para compartilhar decisões importantes, que nos incentive ou que nos imponha limites.
          Tudo isto exige muita preparação e muito esforço.
          Numa das páginas do livro, Amyr Klink relata uma noite de tempestades, com ondas gigantes que golpeavam seu barco com grande violência.
          Mentalmente fui visualizando todas as cenas e quando percebi estava traçando um paralelo entre a aventura solitária de Amyr e os acontecimentos que ocorrem na vida de cada um de nós.
          As tempestades, as calmarias, as decisões importantes, as ondas e os golpes no "nosso barco", também requerem uma preparação especial para enfrentar o "mar da vida".
          Quero destacar alguns trechos do livro na íntegra, para vocês verem se não tenho razão quando das comparações.
          ....Naquela mesma noite fui acordado diversas vezes por ondas que golpeavam o barco com impressionante violência. O mar parecia ter enlouquecido e não havia mais nada que eu pudesse fazer a não ser permanecer deitado e rezar.
          Indescritível sensação. Estaria sonhando ainda? Não, acordei quase me afogando! Alguns segundos, outra onda e tudo voltava à posição normal, em total desordem! Mal tive tempo de analisar o que se passara, e o mundo deu novamente uma volta completa, tão rápida que nem cheguei a sair do lugar.
          Precisava tirar a água primeiro. Não havia tempo para pensar. E sem que eu parasse um minuto de acionar a alavanca da bomba, o dia começou a nascer e pude perceber o tamanho da encrenca.
          Jamais imaginara algo parecido. Seria normal tudo aquilo? Quanto tempo resistiria àqueles choques? Como um bonequinho de tiro ao alvo, que não sabe quando será acertado, eu ficava esperando por ondas que ouvia mas não podia ver.
         Senti o barco subir mais uma vezes e, quando estava exatamente na crista da onda, alguma coisa soltou-se e despenquei no vazio. Algo de errado acontecia.
          Mais uma vez o mundo estava de pernas para o ar.
          Imagens "pipocando na cabeça", com a leitura não conseguia parar de pensar na solidão do Amyr Klink e continuava a transferir sua aventura para as "coisas da vida".
          Cheguei finalmente numa parte do relato que me tocou bastante.
          Num daqueles trechos que entram na gente com uma grande lição e que merece ser transcrito e refletido com muita sabedoria.
          "Senti uma grande alegria e um profundo orgulho do meu barquinho. Ele cumprira o seu maior compromisso - o de ser um joão-teimoso, e provara que era um forte.
          Dificilmente outra embarcação, por maior que fosse, teria se saído de situação tão negra com tanta integridade.
          Ao abrir os olhos, duas horas depois, o mar continuava forte, mas o vento sul tinha diminuído.
          Dei um berro de alegria e saltei para os remos...
          PRECISA DIZER MAIS!

terça-feira, 27 de julho de 2010

AS OSTRAS E AS PÉROLAS

          Quando nós realmente desejamos incorporamos uma poderosa força para lutar, principalmente lutar pelos nossos ideais, mesmo que forças contrárias possam parecer muito superiores. Se o nosso ideal promover a justiça e o bem comum, não há motivos para que tenhamos qualquer receio.
          Um ditado interessante diz que: "Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"
          As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
          A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar.
          Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.
          Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
         Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
          Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
          Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
          Você já sofreu os duros golpes do preconceito?
          Já recebeu o troco da indiferença?
          Já deu um duro danado e não foi reconhecido?
          Já sentiu ser usado por pessoas, ter feito o seu papel decentemente e, depois, abandonado?
          Então, produza uma pérola !!!
          Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria prefere se sentir resignada, desistem facilmente de suas idéias quando algo ou alguém interfere naquilo que julgam o certo a fazer.
          Certas pessoas ferem, mas não admitem que os feridos produzam pérolas. Porque certas pérolas incomodam, são inconvenientes, deixam à mostra a fragilidade dos instrumentos que as ferem.
          Por outro lado, existem pessoas que se cercam de uma blindagem sem tamanho, fazendo marketing de uma postura corretíssima e idônea, quando quem a conhece sabe que não possuem, porque tem medo de algum ferimento.
          No fundo tem medo de que seu ferimento não seja capaz de produzir uma pérola. Nada incomoda mais pessoas assim, do que, mesmo ferido, você permaneça de cabeça em pé, íntegro, consciência tranquila e mantendo sua opinião, mesmo que para isto você tenha que se deparar com uma grande parasita.
          Não faz mal, independente do grau do ferimento, você pode ter encorajado outras pessoas a não se acovardarem, a não se sentirem coagidas, a não ter medo de expor seus pensamentos e de enfrentar os obstáculos com integridade.
          Se você conseguir isto, saiba que produziu a mais bonita das pérolas.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A DENTADURA QUE ESCAPULIU

          Você já foi pego de surpresa, com alguém tentando te responsabilizar por atos praticados por outra pessoa ou até mesmo omissões de alguém?

          Ficou sem ação neste caso?
          Este tipo de coisa acontece com frequência na vida da gente e em alguns casos nos deixam um pouco perturbado e com certa ponta de indignação. Confesso que diante de uma vida tão atribulada e cheia de desafios, não é fácil se controlar diante de coisas deste tipo
          Quando a surpresa é positiva, tudo bem, mas o difícil é quando temos que pagar por ações ou omissões de outros que, na maioria das vezes, não tem o mesmo compromisso que a gente.
          Para nossa tranqüilidade o importante é termos a consciência tranquila em relação a tudo que foi realizado. Não obstante a consciência tranquila, chega uma hora em que é preciso cobrar certas providências, antes que a "Vaca vá para o brejo".
          O escritor Péricles Prade (confesso que desconhecido para mim) escreveu um texto intitulado "A dentadura", que consta de seu livro "Milagres do Cão Jeronimo", lançado em 1975 e que encontrei numa apostila de Comunicação e Expressão.
          Vocês vão entender o que quero dizer, ao lerem toda a narrativa.

          Enquanto o senhor Pirandelo dormia, a dentadura saiu tranquilamente do copo em que se encontrava, e caminhou até a cozinha onde comeu todo o bolo. Voltou pé ante pé, e viu o dono dormindo na santa paz do Senhor.
          Ela não resistia mais à passiva situação de permanecer, há tanto tempo, mergulhada numa água azul de estranhos odores.
          Resolveu que deveria ter vida própria.
          Fazia e acontecia somente à noite, pois durante o dia o trabalho na boca do senhor Pirandelo era demasiado. Para obtenção deste privilégio usou de uma série de recursos, já que a nossa "dentadurinha" era muito sabida.
          O mais brilhante recurso resumia-se no seguinte: comprimir as gengivas do velho de uma forma terrível, todos os dias, após o jantar.
          Era infalível. Após o jantar a dentadura era mergulhada na água azul.
          O território de suas andanças era somente o da casa. E uma coisa deve ser dita, com fidelidade: nunca foi sequer ao jardim. Hoje, entretanto, após comer o bolo noturno, teve uma idéia genial que coçava sua estrutura cor-de-rosa: Sair de casa!
          Olhou para os lados, certificando-se que o velho continuava a roncar.
          Saltou do copo, desceu as escadarias, rumando à praça.
          No caminho se escondeu duas ou três vezes, ao passar um guarda. Passeou alegre e descontraída até a madrugada, contente com esta nova oportunidade.
          Quando retornava, porém, com o sol quase nascendo, ao dobrar uma esquina viu um homem esmurrar uma bela menina de tranças marrons.
          Num rompante de indignação correu ao seu encontro e mordeu com violência o calcanhar do musculoso cidadão. Uma bela mordida no "Tendão de Aquiles".
          Coitada da dentadura! Mal teve tempo de se orgulhar do seu ato heróico, pois foi esmagada pelo peso de um sapato de forte solado de couro.
          Naquela manhã o senhor Pirandelo, ao procurar a dentadura na seção de Achados e Perdidos, ficou extremamente perturbado com o guarda dando-lhe a Voz de Prisão.
 
          Conselho de amigo.
          Se aparecer uma “dentadura” na sua vida, tome muito cuidado.
          Se ela começar a apertar-lhe a boca, troque-a imediatamente.
          Se não trocar, para ter sossego quando for dormir, não custa nada colocar um pires em cima do copo com água azul
          Eu não conheço o autor, não sei de nenhum Pirandelo e não uso dentadura, por isso não vejo motivos para dizer que qualquer semelhança é mera coincidência. Em todo caso, já mencionei.

terça-feira, 13 de julho de 2010

COSTUMES DE ANTIGAS TARTARUGAS

          Imagine uma pequena floresta rodeando um pequeno pântano, cachoeiras, vales e uma bela paisagem, abrigando uma infinidade de animais.
          Há algum tempo atrás, antes da renovação conquistada pela bicharada, algumas tartarugas é que cuidavam de toda a administração do pequeno lugarejo. Governavam, assim, outras tartarugas, os sapos, as rãs, as cobras e os lagartos, alguns peixes e vários insetos que povoam a pequena floresta..
          Um dia, depois de muitos anos no poder praticando as “mesmices” de sempre, as tartarugas governantes resolveram fazer uma expedição pelo pântano. Queriam conhecê-lo melhor, descobrir os anseios dos animais que o habitavam.
          Antes do trabalho, porém, fariam um piquenique para discutir algumas idéias e planos para o futuro. O que motivava todas elas, na verdade, era o piquenique.
          As tartarugas, sendo naturalmente lentas, como todos sabem, levaram praticamente oito anos se preparando para o passeio. Com uma preparação durando todo este tempo, imaginavam elas que nada poderia sair errado.
          Finalmente chegou o grande dia. A Marcha das Tartarugas para o grande piquenique.
          Os quelônios saíram da “Prefeitaruga” (nome dado à Prefeitura das tartarugas), em caravana, para procurar um lugar apropriado para o lanche. Imaginem vocês a ansiedade de todas após tanto tempo planejando o passeio.
          Depois de dois anos em viagem, num ritmo que muitos tinham dificuldades em acompanhar, encontraram um lugar ideal!
          Pararam naquele bonito local à sombra de grandes árvores, próximo a um pequeno riacho e uma queda maravilhosa. Por aproximadamente seis meses as tartarugas limparam a área, arrumando tudo direitinho.
          Ao terminarem o trabalho o líder do grupo (que gostava de dar “tapinhas nos cascos” dos companheiros) ordenou que as cestas com as guloseimas fossem abertas para todos se deliciarem.
          Foi aí que descobriram que tinham esquecido o sal. E um piquenique sem sal é um desastre para as tartarugas. Neste ponto, todas chegaram a um consenso.
          Após uma rápida discussão, que demorou uma semana, uma das tartarugas foi escolhida para voltar à “Prefeitaruga” e pegar o sal. A pequena tartaruguinha esperneou e chorou, mas notando que não tinha como escapar da missão, concordou em ir.
          Apenas impôs uma condição: ninguém comeria até que ela retornasse. Ela queria comer aquilo que todas as outras tartarugas próximas do líder comiam. Não concordava que a parte das grandes porções fossem destinadas exclusivamente ao tartaruga-mor e aos puxa-sacos-tartarugas.
          Após mais uma semana de grandes discussões todas concordaram com o pedido e ela empreendeu marcha para retornar e buscar o sal.
          Três anos se passaram... cinco anos... Seis anos...
          Daí, ao completar o sétimo ano de espera, com todos não agüentando mais conter a fome, o líder-tartaruga anunciou: - “Não dá mais para esperar o sal, vamos todos comer, para depois trabalharmos em prol do nosso pântano.
          Anunciou o início do piquenique e começou a desembrulhar um dos suculentos sanduíches.
          Nesta hora, a pequena tartaruga que havia sido escolhida para apanhar o sal, saiu de trás de uma árvore e gritou:
          - Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora é que eu não vou mesmo buscar o sal.
         
         Moral desta história chinesa: Por esses e outros costumes de antigas tartarugas-governantes é que o pântano está do mesmo jeito até hoje

domingo, 11 de julho de 2010

SAPO DE FORA É O QUE CHIA



          As pessoas me perguntam por que é que os meus textos sempre fazem referência à política, com críticos aos políticos.
          Discordo, em partes. Gosto da política, vivo no meio político, mas não concordo com certos políticos, principalmente os populistas que insistem em adotar práticas covardes e praticam todo tipo de sujeira para se manterem ou voltarem ao poder.
          Já disse em outro texto que errar todo mundo erra. Mas é preciso, ao menos, se preocupar com a manutenção de certos princípios na vida pública, já que os agentes políticos devem trabalhar de acordo com a vontade da maioria da população.
          Por esta razão é que as mudanças são tão combatidas pelo grupo de políticos que se especializou em manipular e se aproveitar da opinião pública, fazendo dos governos o quintal da sua casa, ou seja, fazem o que bem entendem para satisfazer os seus interesses pessoais e financeiros.
         Temos inúmeros exemplos de políticos que se enriqueceram e enriqueceram gente próxima enquanto estiveram no poder, fazendo todo o tipo de “maracutaia” com o dinheiro público.
          Por outro lado, também temos aqueles políticos bem intencionados, que apesar de uma postura austera e capaz na administração pública, não conseguiram se manter no poder e abriram espaço para a volta dos “corruptos” e “incapazes”.
          É para esse último grupo que faço uma adaptação de um texto do Paulo Coelho.
          Segundo o escritor, vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquecemos o líquido. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura e morre quando a água ferve. Morre inchado e feliz.
          Já outro sapo que seja jogado nesse recipiente com a água já fervendo, salta imediatamente para fora.
          Meio chamuscado, porém vivo!
          Às vezes, nós agimos como sapos fervidos. Não entendemos, não percebemos ou não nos importamos com as mudanças. Achamos que está tudo muito bom, ou que é questão de tempo para as coisas melhorarem.
          Algumas vezes estamos prestes a morrer, mas, mesmo assim, continuamos boiando, apáticos, enquanto a temperatura da água aumenta a cada minuto.
          Acabamos morrendo, inchadinhos e felizes, sem termos percebido as mudanças à nossa volta.
          Paulo Coelho termina seu texto dizendo que há sapos fervidos que ainda acreditam que o fundamental é a obediência, e não a competência: manda quem pode, e obedece quem tem juízo.
          O que você prefere e como você tem se comportado em sua vida? Esta boiando e prestes a morrer ou pretende sair meio chamuscado de uma situação, mas vivo e pronto para agir e reagir.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ALÉM DA FICHA LIMPA

             Todos nós, seres humanos falíveis por natureza, temos deslizes, cometemos pecados, erramos em avaliações e criamos obstáculos para depois ter de enfrentá-los.
        Mas também temos a capacidade da reflexão, de reavaliarmos nossas posições, de retomarmos caminhos, de rever posicionamentos, enfim, de darmos a volta por cima e enveredar a nossa vida para o “bom caminho”.
        Isto acontece com a maioria das pessoas. Pessoas comuns, autoridades, profissionais de toda espécie, juristas, homens da lei, ou seja, todo mundo está inserido nesta regra da vida.
        Infelizmente algumas pessoas, até devido a um sentimento de autodefesa, não conseguem enfiar o “rabo entre as pernas” e se permitir viver uma pausa para refletir sobre tudo o que fez ou tem feito.
        Na classe política os exemplos são enormes e eles acontecem com maior intensidade no seio daqueles grupos que perderam o poder democraticamente, em razão da insatisfação popular diante de tanta irregularidade ou ineficiência em certos setores da vida pública.
        Políticos que permaneceram um tempo no poder, sempre à base do “populismo barato”, alicerçado através do “tapinha nas costas” e da “barganha política”, ao verem sua sobrevivência política seriamente ameaçada começam a expor aquilo que sempre de melhor couberam fazer na política: as canalhices.
        Auto intitulando-se “Arautos da Moralidade”, usam de todo o expediente para reconquistar a credibilidade que perderam perante a população. E neste quesito adotam uma tática de certo modo engraçada.
        Não explicam ao povo as inúmeras irregularidades que cometeram e tampouco os supostos atos de corrupção em que estão denunciados.
        Longe de se defenderem do “arsenal de irregularidades” em que estão denunciados (como se isso fosse fácil) preferem partir para o “denuncismo” contra seus adversários. Por medo e revanchismo político-eleitoreiro fazem contra seus adversários falsas acusações de todo modo. Denunciam agora possíveis atos irregulares, os mesmos que sempre praticaram quando estavam no poder.
        Hipócritas e falastrões!
        O pior em toda esta postura medíocre, ainda é a mania de plantar no seio da comunidade as mais variadas mentiras sobre os seus adversários. Usam deste artifício com a maior desfaçatez e sem o menor constrangimento.
        Canalhas e covardes!
        Com um abundante histórico de corrupção, enriquecimento ilícito e tráfico de influência, esses “demônios” acham que podem enganar o eleitor se fantasiando com “auréolas”.
        Idiotas acima de tudo!
        Políticos assim nunca vão colocar o “rabo entre as pernas” e aceitar que é chegado o momento de fazer uma política de alto nível. Na verdade não sabem e nunca souberam praticá-la.
        Querem se agarrar ao poder à custa de “mentiras”, de “fofocas”, “boatos” e todo tipo de ato capaz de enganar o povo e esconder as suas próprias fraquezas.
        Políticos assim não vão nem precisar da “Lei da Ficha Limpa” para serem expurgados da vida pública. Basta apenas, no momento certo, refrescar a memória do eleitor sobre o passado sujo que eles trazem na bagagem e pela sujeira que sempre vão querer levar para a política.

domingo, 4 de julho de 2010

Quando os bundões têm vez

Outro dia passei por uma pessoa na rua, que estava comentando sobre ter lido num jornal sobre como o tamanho de algumas “bundas” interferem na nossa vida.
Parei e fiquei prestando atenção. Imaginei que poderia estar falando dos atributos físicos da Juliana Paes, da Viviane Araújo ou de alguma beldade do BBB posando para a playboy.
Só um pouco mais tarde, pesquisando sobre o assunto na internet pude compreender alguma coisa.
Vemos frequentemente isso no dia-a-dia, ou seja, como “bundões” acabam interferindo na vida da gente. Pessoas que não entendem que o mundo se renova, e que decisões tomadas no passado ou acontecimentos ocorridos nele não são eternas.
Alguns políticos são mais ou menos assim: Eles sempre acham que uma eleição serve de parâmetro para a outra e que as atitudes tomadas durante um mandato servem para qualquer outro.
Com certeza políticos desta espécie estão fadados ao fracasso ou às grandes decepções, mas vamos deixar a política de lado que ninguém merece pensar neles durante todo o tempo.
Vejam só e não se percam no raciocínio.
A bitola (distância entre os trilhos) das ferrovias americanas é idêntica às das ferrovias inglesas, porque foram construídas pelos ingleses. Esta medida foi utilizada pelos ingleses porque as empresas que construíam os vagões na Inglaterra eram as mesmas que construíam as carroças, utilizando as mesmas ferramentas.
Mas de onde surgiu esta medida? Veio da Europa porque esta distância entre as rodas das carroças deveria servir para as antigas estradas européias, que foram abertas pelo antigo Império Romano durante as suas conquistas e foram baseadas nas antigas bigas romanas.
E temos que saber ainda que as medidas das bigas foram assim definidas para acomodar dois traseiros de cavalos.
Até aí tudo bem? Vamos continuar, então.
O ônibus Espacial americano utiliza dois tanques de combustível sólido que são fabricados no estado de Utah. Os engenheiros que projetaram a Discovery, por exemplo, queriam fazer esses tanques de combustíveis mais largos, porém, precisaram limitar o seu tamanho ao dos túneis das ferrovias por onde eles seriam transportados, os quais têm suas medidas baseadas na bitola da linha férrea, abertas pelos romanos, como já disse.
Qual a conclusão que podemos chegar?
Simples, o transporte mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia, acaba sendo afetado pelo tamanho da “bunda” do cavalo da Roma antiga.
E o pior de tudo é que, ainda hoje, inacreditavelmente, assim como na política, ainda existem lugares que também têm um monte de coisas definidas por bundões.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Retorno e o "Ensaio à Hipocrisia"

Olá amigos!
Minha intenção era completar 180 dias (seis meses) sem escrever neste blog, mas não consegui resistir. Passados 162 dias (desde 02/02), aqui estou eu de novo abrindo mais uma vez este espaço com todo o tipo de textos e, principalmente, as opiniões variadas sobre diversos assuntos.
Venham comigo, participem!



As pessoas de um modo em geral – e é até bom que seja assim – têm o direito de analisar, repensar e até mesmo modificar as suas convicções e as suas posturas dentro da sociedade em que vivem, se isso, naturalmente, for benéfico para o coletivo.

É Salutar para todos!

O que não podem é deixar que a “Hipocrisia” venha acompanhando as suas novas atitudes, querendo, num passe de mágica, apagar um passado por vezes com várias facetas duvidosas ou ainda empurrar alguns pontos obscuros da sua vida para baixo do tapete, para lá permanecerem escondidos.

Não dá! Pessoas assim devem sofrer demais!

Erros todos nós praticamos e, sem hipocrisia, ainda vamos cometer enquanto estivermos vivos. Possibilidade de corrigi-los também temos e é fundamental que o façamos.

Por vezes até a correção não acontece com a velocidade que pretendemos, porque fatores alheios a nossa vontade não permitem que assim seja. É natural também.

Mas uma coisa é certa. Mesmo com nossas falhas e ainda não conseguindo fazer todas as correções que precisam ser feitas, o que não se pode perder é a credibilidade forjada com a coragem de enfrentar qualquer obstáculo, por mais intransponíveis que eles possam parecer.

Não se alcança credibilidade com hipocrisia. As duas não combinam. O hipócrita não convence. E é por isso que os hipócritas sofrem. Por mais que tentem e por mais que sejam ardilosos na arte do fingimento, acabam escorregando no próprio teatro que montam ao seu redor.

Segundo os estudiosos, a hipocrisia pode ser resumida como o ato de fingir virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui.

Na Wikipédia, enciclopédia digital e democrática da internet, a palavra “Hipocrisia” deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis, ambas expressões que significam a representação de um ator, atuação, fingimento no sentido artístico.

Mais tarde “a palavra” passou a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos e que tentam convencer os outros das suas virtudes.

Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por supostamente realizar ou ter realizado alguma ação, embora tenha realizado a mesma ação ou ainda continua a realizá-la.

Pensando um pouco mais sobre o assunto, cheguei a conclusão de que o “mundo todo é hipócrita”. Enfim, somos todos um bando de hipócritas!
Querem saber por quê? Vejam só

Quantas vezes nos vimos obrigados a estar próximos de pessoas que não gostamos e a cumprimentar as pessoas que sabemos querer somente nos prejudicar. Não é assim que acontece? Sorrisos, acenos, cordialidades!

Puro teatro, puro fingimento, pura hipocrisia.

Constantemente nos vemos rodeados por pessoas e muitas vezes ficando bem próximas de pessoas que sabemos perfeitamente que “não vão com a nossa cara” (as vezes nem sabemos por que) e até mesmo cercados por pessoas malvadas.

Pessoas malvadas nos rodeiam o tempo todo, e acabamos sendo forçados a dar aquele sorrisinho amarelo toda vez que cruzamos com esses indivíduos. Quase todo mundo faz isso.

Li o comentário sobre uma pequena crônica falando de Hipocrisia, que “Na sociedade em que vivemos muitas são as vezes que somos obrigados, para o bem ou o mal, a fazer concessões à hipocrisia para nela convivermos”.

Confesso que esta constatação me perturbou, até por conta da minha personalidade de não me resguardar quando é para defender a minha opinião e aquilo que realmente sinto.

De certo modo até entendo que vivemos numa sociedade hipócrita e que participamos dela com certa dose de teatro

Tenho lido algumas coisas ultimamente que me fizeram chegar a outra conclusão interessante e que, com certeza, também é a conclusão de muita gente melhor que eu.

“Até para ser hipócrita e defender os interesses de cada um é preciso ter limites”

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dá de bico que o jogo é de taça!


Muito cuidado com os jogadores de "salto alto"


Futebol e política sempre estiveram muito ligados.
O “mundo da bola”, salvo raras exceções, continua sendo o paraíso dos políticos, que vêem no “esporte bretão” mais uma oportunidade de se destacarem em meio aos futuros e fiéis eleitores.
Constantemente vemos dirigentes de clubes que se aventuram e obtém sucesso na carreira política e durante todo o mandato não se desligam da agremiação do coração. Com isso expressões do “mundo da bola” são aplicadas ao “mundo político”
E as coincidências começam já na escalação da equipe.
Em time que está “ganhando não se mexe”, mas quando as derrotas são sucessivas o bom mesmo é promover uma mudança geral. A escalação dos jogadores também é de grande importância e tem muito técnico que até compromete o campeonato, por não acertar na hora de escolher os seus atletas de confiança.
Confiança é palavra chave em qualquer tipo de jogo coletivo. Quando a equipe não tem confiança entre si o jogo não deslancha e, mesmo com alguns resultados positivos, a torcida não se empolga.
E o contrário também é verdadeiro. Algumas equipes até são compostas de forma correta, praticam um jogo bonito, a torcida fica empolgadíssima, mas....o “caneco” não é conquistado.
Já vimos este filme no esporte e também na política.
Na Espanha, na Copa de 1982, a seleção brasileira jogava por música com Falcão, Sócrates, Zico, Eder, Junior e Cia. Fomos detonados pela “esquadra Azurra” de Paolo Rossi.
Vexame e choradeira verde-amarela.
Na lembrança de todos nós estão os pênaltis perdidos contra a França, em 1986, na Copa do México. Lembremos também das convulsões do fenômeno Ronaldo na Copa da França e a última “pixotada” brasileira com Roberto Carlos arrumando a meia enquanto o francês Tierry Henry empurrava a bola para os fundos da rede do Brasil na última Copa da Alemanha. Momentos para se apagar da memória.
Montar a equipe corretamente, portanto, tem um papel de suma importância no futebol e também na política. E não pensem somente nos jogadores titulares. Pensemos também nos suplentes, pensemos na comissão técnica, nos auxiliares, na turma da retaguarda.
Uma boa equipe deve ter pluralidade.
Não é uma boa solução contarmos somente com jogadores técnicos. Toda boa equipe deve ter os “carregadores de piano”, ter os jogadores velozes e com agilidade para dar um nó tático nos adversário, é preciso também dos atacantes corajosos e trombadores com faro de gol que, se necessário, colocam as “canelas em risco” na hora do gol.
Na Copa de 70, quando nos sagramos tricampeões mundiais, em meio a Pelé, Gerson e Tostão, estavam Brito, Piazza, o furação Jairzinho e o irrequieto e destemido Rivelino.
E no centro de tudo isso esta a figura do técnico. É ele quem recomenda as contratações, faz o planejamento do campeonato, treina a equipe ao seu modo, é ele quem escala, faz as substituições e quem comanda a equipe durante toda a partida.
O técnico tem que ter o “faro” para saber onde até onde pode chegar com a sua equipe e quem dentro dela está realmente “vestindo a camisa” do clube.
Os pontos que são perdidos no início do campeonato podem fazer falta ao longo da competição e comprometer todo um trabalho com vista a grande final.
Ao longo dos meus 47 anos já assisti muita partida de futebol, vi meu time ganhar campeonatos difíceis e perder outros muito fáceis de conquistar.
Escutei muitos provérbios ao longo desses anos.
Até entendo que, em certas ocasiões, técnico não ganha jogo. Mas reconheço também que em todas elas, se ele não tiver o “faro” necessário e não tomar as atitudes corretas, pode levar a sua equipe ao desastre.
Quando isso acontece aos nossos ouvidos só chegam as manjadas ladainhas de boleiro. “Nossa equipe é boa, infelizmente levamos muito azar durante a partida, mas estamos todos unidos para ganharmos o próximo jogo. Se Nossa Senhora da Aparecida ajudar tudo vai melhorar”
O duro é quando não dá pra recuperar o tempo perdido. Por isso, senhores técnicos, corrijam os erros desde o início e trabalhem somente com jogadores que realmente vistam a camisa do seu clube.
É sempre bom ter em mente que, até nas melhores equipes, podem existir jogadores propensos a fazerem gol contra. Portanto, todo cuidado é pouco

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

COISAS QUE INSISTEM EM NÃO MUDAR


fotografia meramente ilustrativa

Alguns servidores municipais parecem que ainda não perceberam que as coisas mudaram dentro da administração municipal. Alguns deles, inclusive, pelo que se pode notar neste início do governo Panone/Becão, deixam evidentes que pouco estão se importando com o serviço público.

Tem sido voz corrente entre os secretários municipais, a necessidade urgente de se buscar soluções rápidas para uma série de problemas que ocorrem e tendem a se acentuar em relação ao funcionamento da máquina pública.

Embora a legislação trabalhista priorize as boas e corretas relações entre empregador e empregados, no setor público ainda se dissemina a máxima que funcionário concursado não pode ser demitido.

É outro engano. O funcionário concursado relapso, omisso e negligente em suas funções ou que vive causando problemas pelos mais variados setores pelos quais passam, pode sim vir a ser desligado do serviço público.

Existe na legislação o termo Desídia, que os dicionários citam como sinônimo de Preguiça, Indolência, Inércia, Negligência, Desleixo, Descaso, Incúria.

Resumindo. Funcionários públicos que, deliberadamente e constantemente, causem problemas para o serviço público e, em conseqüência sejam um peso morto para os “cofres públicos”, podem ser desligados por justa causa.

É uma atitude extrema. Sim, é, mas é bom sinalizar esta possibilidade para alguns servidores.

E este problema de ordem profissional e, porque não dizer também moral, já que envolve dinheiro público, tem várias vertentes.

● Existem os funcionários que têm sempre em mente a possibilidade da “estabilidade eterna”, na maioria das vezes passa por diversos setores da administração municipal e, em nenhum deles consegue se adaptar. É uma questão de postura profissional. Não quer mesmo trabalhar e acha que nunca pode ser incomodado.

● Existem os funcionários que, na maior cara de pau, se portam como verdadeiras doenças-ambulantes. Tudo é lógico para fraudar os procedimentos legais do serviço público e, de certo modo, receber para não trabalhar nas funções que foram contratados. Não é novidade para ninguém que isso acontece. É comum vermos pessoas afastadas do serviço público devido à doenças, mas que permanecem gozando de excelente saúde e levando uma vida normal.

● Existem ainda aqueles que continuam no serviço público, mas que, por alegadas razões de problemas de saúde, não se sujeitam a desempenhar as funções pelas quais foram contratadas.

Na Prefeitura Municipal os casos são inúmeros e devem merecer análise individual criteriosa. Não sei se a legislação permite a divulgação dos inúmeros casos de afastamentos ou aqueles que limitam o trabalho do funcionário.
O que eu acho é que, pelo menos a Câmara Municipal, que tem a função fiscalizadora, poderia solicitar uma relação dos funcionários que se enquadram dentro dos procedimentos de afastamento e limitação no serviço público e o impacto que eles têm no que se refere ao gasto com pessoal.

As complicações são tantas que o governo Panone já pensa em se reunir com representantes do INSS para tratar sobre a questão.

Outro ponto importante que se discute é a necessidade da municipalidade contar com um médico específico para tratar dos problemas de saúde que envolvam questões trabalhistas.

Sem qualquer receio vou emitir minha opinião. Existem os servidores municipais que realmente se apresentam doentes e que merecem crédito quando ocorre a impossibilidade do trabalho.

Mas também existem aqueles que por questões políticas, salariais ou funcionais, ainda se comportam como fraudadores do tesouro municipal. Desidiosos!

Será que não existe na legislação algo para acabar com esta vergonha?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ainda sobre o sucateamento da Frota Municipal



Em recente entrevista ao jornal “Primeira Página”, o ex-prefeito José Carlos Calza questionou as informações do atual governo, segundo as quais a frota de veículos municipais está praticamente sucateada.
Calza chegou inclusive a classificar de “conversa mole” essas informações.
Das duas, uma: ou o ex-prefeito usa o velho expediente de “tampar o sol com a peneira” ou não conhecia mesmo a sua administração por inteiro.
Analisando essas duas hipóteses prefiro a segunda. Calza não tinha o menor controle sobre o que era feito em sua administração e isso nunca foi novidade para ninguém. Essa questão da frota municipal é um exemplo típico. Vejamos.










● O próprio veículo oficial do prefeito, o Vectra 001, está um bagaço de dar dó. Com mais de 140 mil km rodados, foi deixado com um grande vazamento de óleo, com problemas nas pastilhas de freios e amortecedores, entre outros. E não era para menos. O ex-prefeito não possuía veículo próprio e utilizava o “001” o dia todo, até para seus compromissos pessoais. Tanto é que ficava guardado na garagem da sua residência. Ou isso também é novidade para alguém.

Como o atual prefeito Luis Antonio Panone tem outra postura como administrador sério, utilizando o carro oficial somente para compromissos oficiais, vamos aos veículos mais importantes da frota

● Os caminhões de lixo estão em “petição de miséria”. A Prefeitura Municipal tem 3 caminhões para recolher cerca de 18 toneladas diárias de lixo. Somente dois estão trabalhando. Um se encontra estacionado no pátio sem condições de uso e outro deles trabalha em condições precárias, com problemas na caçamba.

● Na Secretaria de Agricultura existem 7 tratores para o auxílio aos produtores e o trabalho geral da pasta. Apenas 3 deles estão operando. Um deles, Valmet 580, está há quase um ano parado no pátio a espera de conserto.

● No setor Social a coisa é ainda pior. Transportando pacientes para outros centros médicos, veículos como ambulâncias e micro-ônibus trafegam sem as mínimas condições de segurança para os motoristas e doente. Dois micro-ônibus estão parados no há muito tempo pátio.

● Na área da saúde não é diferente. As ambulâncias poderiam estar em melhores condições. Uma delas aguarda o conserto por bom tempo e, para variar, encontra-se estacionada no pátio.

● Os ônibus da educação também foram alvo de questionamentos da nova secretária. Alguns deles estão até com o assoalho caindo, sem contar o estado mecânico que gera gastos maiores de combustível, polui o meio ambiente e coloca em risco o transporte dos alunos da rede municipal.

● Na Secretaria de Obras encontramos 1 caminhão, 1 motoniveladora e 1 retro-escavadeira parados, sem condições de uso e a espera do conserto.

● O SSAE também tem um caminhão traçado quebrado e estacionado no pátio.

● A Van Boxer que serve a Secretaria de Esportes e Turismo e também auxiliar outras secretarias está uma piada. Ficou parada mais de 30dias porque não trocaram 4 válvulas a um custo de R$ 180,00. Pronta para andar, constatou-se que ela tem problemas de vazamento de óleo, precisa trocar a correia do alternador e o farol se solta do encaixe em caso de muita trepidação, sem contar outros pequenos reparos mecânicos. E o engraçado é que essa Van, utilizada para acomodar até 15 pessoas, não está fazendo porque a porta dos passageiros não abre.

● Mas o mais engraçado deixei para o final. A Oficina Mecânica da Prefeitura Municipal conta com uma Van para fazer a manutenção da frota. Adivinhem! Ela está parada no pátio, quebrada já há algum tempo a espera de conserto.

Precisa dizer mais ou isto também é conversa mole? É só conferir as fotos.

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